Aurora de Todas as Minhas Estações

24 de Março de 2017 Pr CJJacinto Poesias 183



Entrego a minha saudade aos ventos
Viajo nos braços de um lindo sonho
Como a rosa de outono que desabrocha entre os espinhos
Eu navego nos perfumes do mais puro amor

Como o as naves do pulsar do meu coração
Num caudaloso rio de dores finitas
Feridas que o tempo abre nos sentimentos
A violência de cada respirar

Entrego a minha vida ao corredor do passado
Águas do mar da minha inspiração
Onde repousam as ânsias das almas de todos os naufrágios
Eu penso e choro a vida em si

Como caravelas escondidas no mito da aurora
As brisas tocam o alento do meu ser
Aromas dessa infância restituída nos velhos brinquedos quebrados
Eu olho em teus olhos, minha nobre vida misteriosa

Entrego meu coração aos lírios das nebulosas
Ouvindo o som da rotação da terra
Canção estridente que ecoa pelos espaços de meu ser
Com as estações vou embora, mas as flores voltam, eu não...


Clavio J. Jacinto

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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