As gotas de orvalho não caíram como ontem
Nem a chuva quis escoar pelo céu
Não posso mais o sabor do mel sentir,
Só fel,
Não vejo da noite o véu
Porque você não está aqui.

Celestes anjos,
Augustos servos do Criador,
Salvem-me dessa dor,
Essa dor de amor,
Dor de paixão,
Que mantém em cárcere o coração.

Pois não está aqui
A senhora da minha mente,
Que faz de mim o que sente
E mente,
Enquanto sou contente
Ela é do amor descrente.

Oh céus benditos,
Que a esse poeta um dia seja dito:
- É tua a liberdade!
Livre para escolher
Quem seja como eu
Antes que o coração me vença de saudade.

Mas, oh Deus, o que devo escolher?
Amar ser livre?
Ou ser livre para amar?
Mesmo se um dia tiver a solução,
Vivendo uma paixão ou uma solidão,
Optarei por ouvir meu coração...