No alto das colinas os lobos famintos a uivar em uma sinfonia apavorante, sobre a lareira fico aconchegante olhando as brasas arderem em chamas no frio da madrugada...da janela através do vidro vejo a neve caindo lá fora, leve como o vento que sopra...branca como algodão...em baixo de um carvalho uma caminhonete velha traçada pelo tempo abriga alguns animais que por aqui passam.
Sobre os galhos do velho carvalho o vento passa assobiando e os lobos vão uivando, noite intensa de inverno.
Na lareira as brasas que antes me aqueciam renúncia seu ardente queimar e se despede em cinzas...noite em que a insônia me fez companhia...junto com o esplendor nascer do dia me recolho ofegante depois de uma longa noite de inspiração.