Arremedo de Poeta

05 de Agosto de 2017 Benê Lima Poesias 49

Minha poesia é arremedo,
lugar comum, banalização, e outros que tais.

Caricata como é,
o que menos a desagrava
é não se deixar esquadrinhar pelo racionalismo
- verdadeira antítese poética.

Sem tom, sem versos,
e entregue ao desalinho de versos e reversos desconexos,
segue, a transmutar-me, do patético ao poético,
do maléfico ao benfazejo,
da indiferença ao mais ardente desejo.

Prosa: visão de vida!
Poesia: cosmovisão!
Uma e outra: visão excludente;
combinadas: transcendente visão.

Queria que minha poesia,
tivesse a visão libertária dos poetas íntegros,
para que eu pudesse deles alçar o mesmo vôo,
e partir em debandada pelos ares do mundo.

Ao aterrissar; a prosa!
Ao decolar: a poesia!
Dualismo indispensável,
completude, macrovisão.

Minha prosa é arremedo,
minha poesia também;
mas o meu amor infinito em poesia,
e minha poesia infinita em seu amor.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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