Arremedo de Poeta

05 de Agosto de 2017 Benê Lima Poesias 154

Minha poesia é arremedo,
lugar comum, banalização, e outros que tais.

Caricata como é,
o que menos a desagrava
é não se deixar esquadrinhar pelo racionalismo
- verdadeira antítese poética.

Sem tom, sem versos,
e entregue ao desalinho de versos e reversos desconexos,
segue, a transmutar-me, do patético ao poético,
do maléfico ao benfazejo,
da indiferença ao mais ardente desejo.

Prosa: visão de vida!
Poesia: cosmovisão!
Uma e outra: visão excludente;
combinadas: transcendente visão.

Queria que minha poesia,
tivesse a visão libertária dos poetas íntegros,
para que eu pudesse deles alçar o mesmo vôo,
e partir em debandada pelos ares do mundo.

Ao aterrissar; a prosa!
Ao decolar: a poesia!
Dualismo indispensável,
completude, macrovisão.

Minha prosa é arremedo,
minha poesia também;
mas o meu amor infinito em poesia,
e minha poesia infinita em seu amor.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

Leia também
A rua me aceita como sou há 2 horas

A rua me aceita como sou (Livro Poesias Reflexivas- Antonio Ferreira) N...
pfantonio Poesias 30


Não seja superficial há 3 horas

Não seja superficial (Antonio Ferreira-Livro Poesias Reflexivas) Olhe ...
pfantonio Poesias 36


"Dia do amor" há 6 horas

Amanhã é o dia reservado ao Amor, E a fragrância das flores confunde-s...
joaodasneves Poesias 12


"Estou triste" há 13 horas

A noite se instala em mim. Lá fora, apenas o silêncio da noite e o teu o...
joaodasneves Poesias 13


"Estou cá a matutar" há 14 horas

Esses dias ando meio triste muito confuso, ando a querer isolar-me, f...
joaodasneves Pensamentos 9


A Humildade nos Cai Bem há 19 horas

Se o domínio total é do Senhor, porque o poder pertence a ele, isto dever...
kuryos Artigos 9