Um dia, talvez, sentirei o amor.
De forma única, ao anoitecer.
De riso fácil, terei seu calor,
Talvez, o seu eterno prazer.

Mas, o que se faz é dor.
Pranto que nasce às estrelas.
Que escorre em atos de ardor,
Deste exílio insano das profundezas.

A vida acontece aqui, no nada,
totalmente sem as flores.
Brindam angústias inusitadas,
como autênticos e maus desertores.

Não sabem da vontade que tenho,
num lugar de carinhos e união.
Esquecem que me fiz em meio
a doçuras enormes de paixão.