QUANDO DOIS SE FAZEM UM

14 de Maio de 2012 Maria Hilda Poesias 432

Meu corpo na alcova se distende
Meus braços são garças no ar,
Há no ambiente um perfume
Vindo do cio feminino.

Náufrago no mar do meu ventre
Elevas parte da tua anatomia,
Deslizando pelas minhas pernas
Ouço os uivos do teu corpo.

No pescoço, arrepiado e quente,
Sinto a faca dos teus dentes
E dos meus lábios saem palavras
Que são nanos sondas cibernéticas

Enviando mensagens de fora para dentro
Em forma de energia que gera vida
Que faz pulsar forte o teu coração
Marionete que minha mão controla

Com os finíssimos fios do prazer
Ao ondular as ancas e os seios
Num êxtase que só acontece
Quando dois se fazem um.

04/09/04.


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