SONHOS NA FOGUEIRA
jTorquato
Foi na luz amarela e ardente,
Que uma lágrima derramou,
Não chegou nem ao fogo,
Logo, logo, evaporou.
Te chamando ó saudade,
Olhar fixo na festança,
Que lembrei de ti, que maldade!


Sem forças para o peso de ti fotografar
Apareceu em preto e branco amarelado,
Teu rosto afogueado a rir sob os fogos.
Um mar de explosões coloridas.
Senti até o cheiro da pamonha.
Dancei novamente seu forró do vaqueiro apaixonado.
Cantei, joguei mais lenha na fogueira,
Num canto escuro de minha mente, de repente, te apagou.
E surgiu minha realidade, o tempo passou em mim
O mesmo que se me acha uma delicada borracha
Eu te vi, bem que te vi, no fogo desta fogueira, menina!!!
“Eu sonhei que estavas tão linda, nesta festa de raro explendor.....”
Vai Antonio, João e Pedro.. é minha hora de sonhar.
Porque o que me resta das festas, são sonhos.

Torquato
Publicado no Recanto das Letras em 23/06/2011
Código do texto: T3052001