Santuário da Maternidade

23 de Maio de 2012 OSMAN MATOS Poesias 507

O útero materno
é um cofre forte,
um santuário fechado
a proteger o mais sagrado dos tesouros,
um bebê em formação.

Não violes o ventre;
não viajes à noite sem faróis
pelas suas curvas
na contramão insensível.

não agridas; não violentes;
não postergues, não forces.
Não perfures a parede uterina;

Não profanes
o Santuário da Maternidade;
deixa que a criança repouse
na manjedoura inocente,
com seu soninho de espera
e seu calor de placenta.

Deixa-o crescer sossegado,
com seus grandes olhinhos,
com suas mãos tímidas,
seus pezinhos que flutuam
e cabeção de menino.

Deixa-o crescer sossegado,
carequinha e sem dentes
pra receber os afagos,
as fraldas, chocalhos,
sapatinhos de veludo;
pra receber seus Reis Magos,
pijaminhas e bubus,
Seus primos, irmãos,
seu pai, seus avós,
e seu colo de mãe;

Não profanes
o Santuário da Maternidade;
não interfiras, não firas;
não infrinjas, não invadas;
não provoques o aborto;
não permitas que os germes patogênicos
do mundo exterior penetrem
no peritônio úmido.

não rejeites o nascituro.
Não lhe cause nenhum mal
e como bênção, aceita-o.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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