Poema Limpo

23 de Maio de 2012 OSMAN MATOS Poesias 541

Diáfano e transparente
a cristalina
mama do peito
a favor da vida
gema
mais mais
mais que clara
mais que vida e menos preconceito pela cor que fosse parecida pálida;
a falta de informação é um muro
escuro
mais que escuro:
claro
como o leite? como a mãe? claro mais que claro claro: alimento algum
é tudo
(só o colostro)
um leite que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas da mãe
e mesmo amarelado,
era o sol amarelado.
não jogue fora
o colostro, mães de Moçambique!
Essa forma de leite de baixo volume
secretado nos primeiros dias de amamentação pós-parto,
não é leite sujo.
É poema limpo.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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