Vi entre as montanhas (as névoas)
Ordinárias vestes do céu na terra
Manto branco que se dilui nas (Manhãs)
Como estrelas mergulhadas no infinito

Flores silvestres banham-se de vento
Libertando aromas da doce tranqüilidade
Como borboletas invisíveis (flutuantes)
Chegam ao santuário de meu olfato

A erva verde tosquiada pelo (orvalho)
É mar de brinquedo em lindas gotas douradas
O sol transforma cada perola das manhãs
Em cristais de jóias resplandecentes (ensolaradas)

Quem me dera substanciar todos (Os sonhos)
Na erva cidreira a minha alma (adormece)
O mel da rocha em frescor de muitas doçuras
Meu sentimento transportado aos montes

Lá do outeiro, vejo o silencio da aurora
No desabrochar de forte e perene (Felicidade)
Pra sempre se findou a espada e (A guerra)
Estado eterno (Novos Céus e Nova Terra)

Dou graças a Deus e a misericórdia brilha
Como a jóia mais preciosa incrustada no (coração)
Eu grito, louvo choro (Pulo de alegria)
No céu pra sempre minha voz de (Gratidão)

(Autor: Clavio J. Jacinto)