Quem dera-me mergulhar nas gotas de minhas lagrimas, e resgatar dos meus naufrágios sentimentais, a esperança sobrevivente

Quem dera-me aquecer-me com meus sorrisos, e com a intensidade do fogo das risadas queimar todas as raízes da minha amargura

Quem dera-me ser um perpetuo sobrevivente dessas batalhas
Para ser um herói de brinquedo do destino, adormecido nas chuvas da serenidade

Quem dera-me ser apenas eu mesmo, porque ainda no dia ensolarado, no caminho solitário, a minha sombra estará atrás de mim

Quem dera-me, nunca deixar de amar Deus, pois seguindo os passos de seu Filho, descansarei na sombra do Onipotente

(Poema de Clavio J. Jacinto)