A minha vida privada, sem descarga,
não tem válvula de escape.
Vivo incinerando miolos
em busca do: por que viver?
Por que estar aqui?
O que fazer?
Para onde ir?

Procuro uma resposta
que me traga consolo.
Minha culpa, minha culpa,
minha máxima culpa...
Crime de dolo,
crime passional.
Tudo é criminal, meu Deus?

Eu só quero a razão de estar aqui,
ardendo de amores e desejos.
Querendo que tudo acabe
em beijos e queijos.

Com todas as rimas
que o Senhor possa
mandar lá de cima,
encima da nossa mente
demente, combatente...
E Vossa paz se estenda
sobre tudo que criastes.

A.J. Cardiais