Fiz ao nascer da alva,
Sob a luz que o sol irradia,
Estes versos vindos da alma
Para abençoar o teu dia.

Seja ele claro, nunca sombrio,
E teu riso seja aura a brilhar,
E que tua voz acalme o mar bravio
Antes de a tormenta começar.

Não seja deserta a tua rua
Nem em vão o teu caminhar.
A noite chega com a lua
É hora de descansar,

De ouvir um gondoleiro
Em águas distantes cantar,
Ser imaginário bandoleiro
Cavalgando sob o luar.

Por isso escrevi cada verso
Com tanto amor que até gemia,
No coração, no seu anverso,
Só para te dizer: Bom dia!

Maria Hilda de J. Alão