As folhas caem,
e eu quero falar sobre isso,
sem me preocupar com o feitiço
que a fama joga em nós.

Quero só dissertar sobre este momento,
e rimar com este vento
que joga folhas em mim,
como se dissesse assim:

Acorda poeta!
Vai, escreve sobre isso!
E eu, obediente como sempre,
escrevo...

Sei que este poema não servirá
para nenhum estudo minucioso...
Mas servirá para algum curioso,
que queira escutar o vento.

A.J. Cardiais