O céu está logo ali,
depois dessa janela enjaulada...
Meu amor é quase tudo,
e quase nada.

O céu é meu e de minha crença.
Eu sou essa criança velha que
(valha-me Deus!)
se esforça para aprender.

Quando será?
A felicidade vem a mim, me beija,
e deixa seu imenso prazer
fecundado...

Me envaideço com essa loucura,
mas não me sinto louco.
Sou puro... Poético?
Nem tanto. Interrogações mil...

O importante
é que minha vida
sopra adiante.

A.J. Cardiais
23.07.1994