Caminhando a beira mar,
Recordava um amor que nao existe,
Gaivotas entoavam o seu cantar,
As ondas cantavam uma melodia triste,
Ao longe uma guitarra tocava,
Musicas que me faziam recordar,
Um amor do passado,
que teima em viver, e não sai do meu pensar,
Meus olhos não param de lágrimas soltar...

Amor que nasceu da alma,
Adorei-o de todo o jeito,
Amor de entrega completa,
Era minha amiga e companheira perfeita...

Mas num regresso repentino ao passado,
Que fez o meu coração gritar,
Sangrando de uma emoção amarga,
Que não o deixa respirar...

Mulher como deixas-te morrer o roseiral??
Tudo adornas com o teu desencanto,
Foram tantos os males,
Que tudo converteste em pranto...

Sei que são aguas passadas
São rimas, secas e sem sabor
Minha alma foi levada
Por alguém que dizia ser meu amor...