Quando pronuncio o nome dele
Em uníssono sussurram as vogais
O canto que só a água cristalina
Entoa ao correr calmamente
Depois da queda da mais alta cachoeira.

Quando pronuncio o nome dele
Sinto que a brisa se robustece
Agitando, em dourados mastros,
As letras que parecem flâmulas
Ornamentos de antigos festivais.

Quando pronuncio o nome dele
Parte o som para o universo,
Os fonemas dispersos se agregam
Nascendo, em perfeita harmonia,
Uma galáxia de letras

Em meio a planetas e sóis.
E na magia da metamorfose,
Vogais e consoantes viram estrelas
Que, tendo a grandeza de Polaris,
Iluminam as minhas noites sem ele.

Quando pronuncio o nome dele,
Sinto-me como Julieta e Rapunzel
Debruçadas em medieval balcão,
A espera de seus amados.
Quando pronuncio o nome dele,

Violinos vibram no ar com emoção,
Levando-me da realidade à fantasia
Para dançar a melodia composta
Pelas muitas letras que formam
O nome do homem que eu amo.
Maria Hilda de Jesus Alão