Encontrei umas quadras soltas,
La pós lados do gavião,
Me apaixonei tanto por elas,
Que ainda hoje moram no meu coração...

Querida guitarra minha,
que andas-te de mão em mão,
Um dia te chamei gatinha,
e foste dona do meu coração...

Vinhas forrada de papel de prenda,
esse embrulho fui eu que o pedi,
mas demorei tanto em abrir,
Que sem querer a perdi...

Esses teus olhos imorais,
Mulher, mais que louca,
Teus olhos me dizem mais,
Que mil e uma boca...

Voltaste a passar á minha porta,
Pois, a mim já pouco me importa,
Como já não me dizes nada,
és como no rio, és água passada...