Como um leve sopro de vento senti você.
Senti que você estava em meus planos.
Senti que você estaria em minha vida
Que se encontra pela metade.

Por um breve momento cheguei a pensar
Que seria eterno, que seria para sempre.
Mas como bem disse o poeta:
"... o para sempre, sempre acaba..."

Não me tornei uma exceção. Acabou!
Acabou o sonho de viver a dois
Onde na verdade seriam um só!
Dois corações em um!

Mas acabou sendo, de certa forma,
Revigorante. Pois disse tudo o que
Em meu coração transbordava
E fiquei leve, leve como o ar.

Sei que pareceu um arroubo juvenil.
Ou até mesmo infantil.
Mas quem não fica como uma criança
Quando esta apaixonado?

Quem não ver o mundo com os olhos
De uma criança quando se esta encantado
Com o todo de uma alma linda e transparente?
Quem não vira criança diante do amor?

Tudo acabou bem. Pois começou bem.
Começou lindo e aos poucos foi se mostrando
E viu-se o amor estampado em meus olhos juvenis.
Em meus olhos de criança.

E viu-se o amor se esvair como o
Último sopro de vida duma alma solitária.
Assim, restou a amizade que foi solidificada
E fortalecida com aquilo que chamamos de amor.