Quantas pessoas terei que beijar
Para descobrir com qual vou viver?
Será que vale a pena arriscar
Pegar sapinho e talvez adoecer?

Você não se preocupa com a qualidade
Já eu, não sou um investidor de risco
Acho muito vã essa imbecilidade
De preencher o vazio com rabiscos

Desejo algo confiável e concreto
Não um banal corpo descartável
Só saberei qual é o momento certo
Quando me doarem um coração amável

A carne reina soberana sobre o sentimento
É a regra-mor que a minha geração prega
Prefiro ser trancado eternamente num convento
Do que viver me enfiando por aí como uma cobra cega.