Deita nessa tua vida
partindo pro alto do pensamento
E minha ida resgata
gosto à gosto, o paladar dos olhares.

Calo meu sono, toco o audível
dê-me dois segundos, apenas,
Trouxe tuas palavras no bolso.

Olhe bem aqui, vê?
Letras cantando glórias à mim,
tua carência nas minhas páginas
e meu afeto afogando sua lamúria.

Mesmo que nada mais,
insiste em visitar meus sonhos?
Mas que desagrado de presença!

Creio que a tua semente irá florescer
como você não floresceu, por opção.
Das venturas que tive,
ao menos O Vento soprou a um bom favor.

Não caiam as muralhas de mim.
Deixe-me por uns dois anos, talvez.
Minhas gaitas gritarão, isso vai ajudar.

Os passos tortos, poderia muito ver,
mas eram os beijos contemplativos,
prevalecentes por horas.
Noites tão curtas, insones. Paixão.

Canto hoje a liberdade, a vida,
a família que não tinha, a Ele.
e os sonhos que quase adormeci.

Dos conselhos finais guardou algum?
Caso não, deixe pra quem vence, de fato,
na inocência de um mero sorriso,
a brutalidade e frieza de um homem.