Foi numa noite clara eu me lembro
quando o luar se espalhava pelos campos
ela repousava adormecida no divã
era uma diva, uma nifa, uma deusa?
quem no planeta
produziu tal realeza?

Só sei que ela tinha em si a natureza
porque a noite clara
era mesmo uma manhã
vendo assim o corpo a respirar
sugando o ar suavemente como a pluma
eu tive ganas de beijá-la por inteiro
mas me contive não por medo
ou por receio
é que a beleza assim adormecida
como se fora o reflorir
do recital da vida
tolheu-me tudo ainda por dizer
e recolhi-me sem dizer-lhe os meus segredos!

Leia também e divulgue: Os Grapiúnas, romance do Olympio Ramos, disponível na Amazon.com (leitura on line) e editora Creat Space (leitura impressa). obrigado a todos
Olympio Ramos.