Nem tenho como descrever.
Era impetuoso, intenso. Era.
Mas eu, o senhor ninguém, vivendo na boemia, apanhado por uma donzela.
Ah, a donzela, tão simples, tão bonita., tão ela.
Perdida no destino, na esquina do bar. Eu, porre de desilusão, iludido a alcança-la.
Tropecei em seus pés, caí de amores na calçada.
E ela, a moça gentil me deu a mão, acalentando Minh ‘alma. Pobre perdido.
Sorriu e riu, como a lua, tomando o lugar do sol.
Eu, agarrado na solidão me despedi sem abraços, tocando nas mãos da moça, ainda perdida em minha vida.
E eu achei-me na dela.
Com o rosto rubro, perguntei seu nome, ela, gentilmente respondeu, tornando as maçãs do meu rosto em brasa.
Disse-lhe o meu, mas não importava. Ela importava.
Aproveitei e perguntei porque estava ali, ela, ainda sorrindo, disse que tinha perdido a condução, e não queria ir para casa sozinha.
Já sóbrio de amor, ofereci minha companhia andando.
Ela titubeou, mas aceitou, com a direita tirou a garrafa de minha mão, e com a esquerda segurou meus braços.
E foi daí, que eu, sempre sóbrio, descobri minha embriaguez no amor.
É, acabei descrevendo.