Aqui estou eu, novamente,
Deitado em uma cama de hospital, deprimente.
Amarras prendem minhas pernas e braços.
Pareço um ninguém naquele pequeno espaço.

Observando-me pelo quadrado de vidro da porta,
Ouço dois sujeitos comentando: ''- esse aí, não tem volta!''
Dizem que fui longe demais,
E que nem eles sabem como fui capaz.

Neste exato momento, ensaio uma fuga.
Alguém em pé, olha para mim, sorri e põe uma luva.
Segundos após, ele pega uma seringa.
Também consigo dizer: aí está a minha saída''.

Sei que acordei assustado, aliviado, era só um pesadelo.
Confesso que, mesmo assim, tive medo.
Então, olhei para o lado e vi o médico
Agradeci e pedi para que não esquecesse da minha dose de remédio.