Canção da Madrugada

18 de Agosto de 2013 Ana Cláudia Carvalho Poesias 305

A noite fria de outono deu as caras,
Todos levantam e louvam o rosto,
Um rosto perdido, amargo e frio.

A noite fria de outono grita,
É um grito frio, triste e miserável,
Todos levantam e louvam o grito.

A noite fria de outono chorou,
É um choro fino, com lágrimas pesadas,
Todos levantam e louvam o choro.

A noite fria de outono pegou o pobre homem,
É um homem mau, arrogante,
Todos levantam e louvam o pobre homem.

A noite fria de outono arrancou seus olhos,
Olhos negros, duros,
Todos levantam e louvam os olhos.

A noite fria da madrugada se foi,
Levou sua cara, seu grito fino, triste e miserável,
Levou seu choro afável e suas lágrimas pesadas,
Levou um pobre homem mau e arrogante,
E levou seus olhos negros e duros,
Todos deitarão e cantarão
A canção da madrugada.


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