Não sou um projeto, um rascunho, ou um rabisco de Fernando Pessoa,
não escrevo igual à ele,
e não tenho a inspiração da metade de uma de suas pessoas.
O meu verso é fraco, minha rima é pobre
e talvez minhas palavras nunca serão reescritas, lidas ou consideradas nobres.

Mas não me importo!
Não escrevo versos para agradar à ninguém;
Meu poema não agrada críticos sem inspiração,
poeticamente surdos, mudos e cegos,
também não serve para massagear teu ego,
ou te fazer chorar de emoção.

Minha poesia não vem de fora,
vem de dentro, simplesmente aflora.
Nesses momentos meus pensamentos voam para longe,
voam livres como o vento,
voam para o nada, onde só existe eu e meus pensamentos.
Para um mundo onde o nada reina
mas no entanto completa o meu tudo...
acontecendo isso, eu deixo de ser apenas um pensamento vago e mudo.

E assim o meu mundo vai surgindo
e convertendo-se em realidade,
Onde existe o Sol, a Paz, e igualdade...
Mas existe algo que não consigo descrever,
e a todo momento fica retinindo,
começa sufocar meu peito, e pouco a pouco vai me oprimindo;
Mas volto para eu mesmo,
e chega a hora em que meu delírio acaba...
Então meu poema nasce e vai crescendo do nada.