Dilema

11 de Julho de 2011 Diogo Carmona Poesias 442

Oh amada Capitolina, porque fizeste isso?
Ou será que não fizeste?
Possuía o semblante de meu amigo,
Será, que eras meu filho?
Serias tu, Capitu, capaz de adultério?
E Escobar, trairia minha amizade?
Ponho-me a pensar...
Mergulho nas profundezas de meu ser
E fecho-me em meu mundo;
Por isso sou Casmurro.
E assim será, até que enfim eu morra,
Pois, quem irá me dizer
O que realmente aconteceu...
E será mesmo que aconteceu?
A morte me seria de bom grado,
Ao menos deixaria de perder
Dias, tarde e noites a pensar...
Mas até que o mistério eu descubra
Ou a morte por fim me abata,
Nos aposentos de minha casa
Padecerei a me perguntar:
Será que Ezequiel era de fato meu filho,
Ou, o ciúme me deixou levar?

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