Os meus sonhos são bucólicos pleonasmos,
São os estágios dos amores em nuances.
Nas andanças são os passos nas estradas,
Nas errâncias são meus corpos que levantam.

Minha quimera é mais real do que desejo,
Um realejo que impregna meus ouvidos.
O mais ácido que se finge sutileza
É a beleza camuflada de inimigo.

Quando acordo para a atroz realidade
E a saudade quer saltar forte do meu peito:
Faço um corte com a navalha da vontade...
Te procuro - me entrego - te desejo.

E, enfim, nua nos meus braços, delirante,
Dou-te o mel, e o mais belo diamante,
Dou-te a vida, dignidade, dou-te tudo...
Submerso - submisso - submundo.

André Anlub®
(20/03/13)