Filha do vento.

14 de Julho de 2011 [email protected] Poesias 482

Sou o que se presume de mim, um paradoxo em eterna contradição

Um segredo sem mistério

Que o tempo me encarregou de desvendar.

A indecifrável, guardada nas mãos mágicas do impossível,

O cárcere da liberdade foi o meu ventre,

em abismo infinito de labirintos dos quais não posso fugir,

porque nunca estive lá.

Sou eu uma senda na escuridão onde jamais houve trevas.

Um prelúdio de mim mesma.

Sei que jamais poderei descobrir quem sou,

sempre que me encontro no espelho de minha alma,

já me transformei no que sempre fui.

Não acredito neste caminho que me conduz a mim mesma,

e por isso sempre estive comigo em minha fuga, que é a busca do não fugir.

Em minhas jornadas,

uma odisséia de insanidades ao nada que jamais me afastou do todo infinito ao qual pertenço sem possuir.

Sou uma amazona,

uma guerreira de cristal forjada pelo aço,

trilhando o arco-íres que conduz a lugar nenhum,

e somente por isso sempre estive em todos os lugares.

Porque sou livre como o vento,

que me torna prisioneira.

Sei que vou morrer,

porque jamais acreditei na vida,

Mas amei eternamente cada momento infinito da minha efêmera existência.


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