Sobra à garganta

14 de Julho de 2011 Fred de Oliveira Poesias 609

Viro as costas
memórias póstumas
enterro destroços de mim

Vago por sobre terras
vermelhas sangue
mais nada

À beira-trevas,
irritam-me e tiram-me tranquilidade
Explode ao peito entorpecido

Fogo e nitroglicerina, puros
como a palha incendiada,
ira consumidora d'alma

Simplórias negativas,
em vossas interrogações
apunhalo suas certezas vaidosas

Quando restam apenas sobriedade
a calma aparenta certa paz
Fulmina entre vós receios de morte

Sobra à garganta um grito
em meio ao campo minado
crio asas, e me vou

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