“... Abrindo os olhos, eu os via
Envoltos na mais pura nostalgia
Estavam sempre a me olhar
E com meus toques de prazer
Sentiam o núcleo do teu ser
Girar, vibrar, gemer, estremecer!

Tinham do mar a natureza
Da lua, do sol, do céu, a beleza
Do mais puro ouro, toda pureza
Não eram verdes, azuis ou amarelos
Um era lindo, o outro era belo
Todos dois eram bem singelos

Vibrando, um sentia e o outro gemia
Em êxtase total, cada qual me curtia
Meus carinhos os deixavam arrepiados
Me olhavam, estavam sempre eriçados
Uma aréola, sorrindo, gritava extasiada
Enquanto a outra somente contemplava ...”