Desvios

08 de Outubro de 2013 Lázaro Ferreira Poesias 347

Momentos tão intensos e vermelhos
claros-vivos nas transparências
com o perfume de várias essências
E uns distraídos reflexos dos espelhos

Desvio dos passos e das suas pegadas
Desvio do acelerado trôpego do seu coração
Desço do silêncio, me arrasto pelo chão
e descubro triste as suas mãos fechadas.

Nesse momento já não dizemos nada
apago os pensamentos em um cruzado violento
estamos miúdos e estilhaçados por dentro
sei que me resta o castigo forte da bordoada.

Agora que tudo já perdeu o seu calor
nesse desarrumado-quarto que exala
nossas palavras-abafadas para tão difícil fala,
o último arroto do vômito de todo pós-amor.

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