Por onde anda você
menina meu bem-querer
plena de tanta beleza
que o tempo com certeza
jamais conseguiu ofuscar!

Já dobrei tantas esquinas
do nosso tempo esquecido
dos loucos desejos perdidos
sem conseguir lhe encontrar

No canto daquela praça
o tempo só de pirraça
ocultou meu bem-querer
agora doido pergunto
por onde anda você?

E mesmo a lua formosa
tão bela a velar outrora
não soube dizer agora,
onde está meu bem-querer?

perguntei aos transeuntes
aos bêbados da boemia
teriam visto algum dia
na mesma cidadezinha
a menina inocente
de doce olhar envolvente
que sem motivo aparente
certo dia simplesmente
sumiu sem dizer adeus!

Por onde anda você
que meu olhar tão vazio,
perdido pelas estradas
perscrutando tudo e nada
não consegue ver, talvez
as rugas que o tempo presente
tenham deixado em você

Leia também e divulgue: Os Grapiúnas, romance do Olympio Ramos, disponível na Amazon.com (leitura on line) e editora Creat Space (leitura impressa). obrigado a todos