Ah, belíssima dama das noites frias de inverno
Majestosa, aniquiladora de almas febris e solitárias
Me leve, oh deusa do escuro deslumbroso, inferno
A morte, única divindade de almas sofregas, unitárias

Por que oh morte não me levas para o escuro abrigo teu?
Por que não me arrebatas deste vil mundano fel?
Por que não me das teu gélido beijo em meu verão?
Por que não me seduzes cálice mortífero de cicuta?

Ah querida morte, por que malignamente não me atendes?
Oh querida, por que insiste em me deixar aqui?
Nãao! quero que me leves, venha minha deusa amada
Venha querida, beije-me com teus mortais lábios

Por que te amo? me perguntas oh esplendida dama
Porque sou incapaz de amar a um mundo doente
Porque este mundo não me basta, não me compreendo nele
Porque tu, oh lindíssima morte, é minha maior revolução.