Minha Canção do Exílio

19 de Julho de 2011 Meafius Poesias 767

Minha terra não tem palmeiras,
quiçá sobrara um sabiá
as aves que aqui gorjeavam,
agora, gorjeiam por lá.

Minha terra ressecou
e meus campos queimaram.
Fuligem e carvão, é o que me restou.
Que fauna aqui terei, já que os lindos animais migraram ?

Mas o que me entristece
é saber que minha alma aqui jaz
e meu corpo aqui desfalece
pois você, com seu orgulho, para ajudar nada faz.

Ajoelhei, rezei, implorei
nada aconteceu.
Uma resposta de Deus, não escutei;
agora minha alma adoeceu.
Fico esperando
a morte vir e para junto dela, ficar.
Mas ainda fico pensando:

Se em minhas terras ainda tivessem palmeiras,
e se apenas um sabiá
estivesse à cantar
minha vida inteira
seria entregue para te amar.


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