Te amar é corroer minha vergonha.
Te amar é debochar de meu orgulho.
Te amar é enfrentar minhas misérias.
Te amar é aceitar suas malícias.

Te amar é acorrentar-me ao seu prazer.
Te amar é bailar uma valsa vienense,
ao estalo de línguas quentes.

Te amar é desnudar minhas vergonhas.
Te amar é conhecê-lo por uma noite.
Te amar é ser consumido pela tua gula.

Quando te amo, recebo tuas pratas.
Se não te amo, teus calorosos açoites.
Minhas emoções falecem nas noites,
não há consolo, apenas bebo lágrimas.

Meu maior pagamento por te amar,
não é carinho. Pois, não me ama.
Não é a esmola que me pagas.
É a fantasia dos sonhos,
ao dormir em um quarto pobre de hotel.