Ah!



Velhos tempos, que saudades que me dá,



Do céu enluarado, de poesias rimadas e de seresteiros a
tocar,



Defronte a sua janela, sinais de amores incontáveis,
incapazes de se acabar,



Ah! Meu velho e bom tempo, que saudade dos encontros juvenis,



Dos rapazes pomposos, trajando elegantes vestimentas,



As moças sorridentes, cobrindo-lhes o corpo,



O véu da inocência,



Ah! Saudade que não quero abandonar,



Dos momentos inesquecíveis,



Com a minha viola empoeirada a tocar,



Saiam de suas cordas, melodias que seguiam no céu a bailar,



Observava ao relento, a luz da lua,



E o sereno da noite nua,



Lamentando com meus pensamentos,



Velhos tempos, quando você vai voltar.