Quero dizer não à morte.
Já não, passa mais tarde.
Adiar um pouco a sorte.
Para morrer sou covarde.

Se não vier de carreira,
encaro a coisa de frente.
Na malvada dou rasteira.
Para viver sou valente.

Mas se chegar sorrateira,
não adiantará a valentia.
Menos ainda choradeira.

Não me dará mais um dia.
Com a dita cuja na soleira,
acabará a minha alegria.