Se teus sentimentos, presos em calabouços

num epico distante, como se fosse a terra média

entre as nuvens cósmicas

ilhas perdidas nas correntezas das chuvas

Se clamando, a dor não vai embora

aos "ais" amarrados com as cordas da aurora

nesses limites de horas que se eternizam

nos toques profundos que te machucam

Se nos epicos das preces pedes consolação

nas raizes da videira te agarras, buscando direção

num mergulho no ser, bebes o vinho perfumado

tu choras, num grito desesperado

Mas como sempre a paciencia prevalece

recebes de Deus o calor que aquece

outrora sagrando e todo machucado

voltas ao caminho feliz, estás curado