Ausente, sempre ausente !
Procuro-te...Só encontro o vento
Vago pelas calçadas...
Só encontro folhas espalhadas pelo chão
Vago pelo mar...
Só encontro a fúria das ondas
E o uivo dos ventos
Volto adentro a minha casa
Só encontro o meu abstrato
Que se chama solidão
Por onde andas meu homem !
Ausente sempre ausente !
Sinto o seu olhar que se adentras ao meu ser
Que me cegas dentro da minha ótica ilusória.
Sinto seu abraço que me aperta
Deixando em mim uma alegria tola
Que meu coração se ilude achando-se que es feliz.
Ausente, sempre ausente...
Dentro do meu quarto há uma cama
Onde rolo junto aos meus travesseiros
Que indiscutivelmente são meus parceiros.
Por onde andas meu homem!
Ausente, sempre ausente !
Procuro -te... Só encontro o vento.