Em divagações noturnas,
Mil desejos em sepulcro.
Uns vividos outros não.
Fantasmas que afrontam alma
Num frenesi
Mudam o foco entremundos.
Faz-me prisioneiro solitário
Em lampejos de glória e derrota.
Abre-se a janela
E estende-se a estrada,
Do nada à coisa nenhuma.
Não há vencedor, nem vencido.
Há, na verdade, um Ser introspectivo em porquês.

Marlon Costa
Natal/RN, 10.11.2013