Havia no deserto da vidaUm homem,Tinha ele um poçoE muitas águas refrescantesDeu ele, águasA todos peregrinos que passavaAté que seu poço se secou...Foram-se todos os sedentosE o homem ficou sóAo lado do poço vazioAgonizando de sede....Mas do céu, nuvens vieramSombras e o trovões As celestes águas caiamE o homem bebeu delasSeu poço transbordouE ao seu lado, o deserto se fez Muitas águasAquele que deu das águas de seuPoçoAgraciado pelos céusGanhou um oceano(Clavio Jacinto)