Tuas garras que hoje teimam em usar salto alto.

19 de Novembro de 2013 Marcos de Lima Poesias 309

Vou escrevendo para espantar a solidão

Fazendo com as mãos um avião

E devagar vou andando em linha reta

Cruzando os passos com a bebida

Forjo as mentiras nas nítidas manhãs

Camuflo as lágrimas guardadas 

Faço voar os sonhos errantes

De perder-me no coração de uma menina

Menina, transformar-te-ia em satélite 

Dar-te-ia a lua

Semearia nos teus olhos a minha demência

E borraria-me no cinza coralíneo da desgraça

Preso ao teu abismo sombrio, desenrolo o pessimismo.

Queimo meus braços, pernas e coração.

Cuja dores alimentavam o fogo do meu cadáver

E fazia-me vomitar as decepções da paixão. 

Menina, roseá, patife como a coruja feita de café.

Fenecerei o sol nas paredes do meu quarto preso no oeste

Desgraçarei minha vida de jovem mulambo 

nesse ultimo copo de peste

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