Mentirei para não aceitar
A verdade que há de falar
Minha mente ri contente
Da mentira displicente
Que não consegui acertar

Amo-te, há como o faço!
Sem qualquer censura, digo!
Pois não há quem escute
Não há quem lhe conte
E não há quem lhe ame

Sou a única a se sujeitar
A tal ato de amar
Sou a única a admitir
O amor que tenho a sentir

Pois sou única
Sou sozinha
Sou rara

Não há ninguém que lhe conte
Não há ninguém que descubra
Nem mesmo o objeto de desejo
Nem mesmo o leitor que lê o texto

Pois é mentira bem contada
É mentira não falada
Que escondo dentro de mim