Saída de um porto ainda seguro

Decidida, sem normas ou metas

A derramar-se pelo mundo, atual

Já antevendo, relendo profetas

Nesses tempos de preguiça mental



Irreverência explícita em tatuagens

Marcada por dentro, algo coerente

Cicatrizando feridas em mensagens

Já inkoma, uma indução consciente

Viaja nos caminhos do sol, em claves



Inebriada, sangue enrubescido em flor

Espalhada, desabrochada, desbocada

A cantar, transpirando pingos de amor

Voz aveludada, ordenada, em revoada

Contradizente, melisseira de primeira



Em linguajar negro, ora misterioso

Mesclando um humor claro e escuro

Mesmo que seja estranho, ruidoso

A juntar tempo e dinheiro, no duro

E enfim, estarão a ouvi-la até o fim