Cena Cotidiana, não fosse o imprevisto

17 de Dezembro de 2013 Rafael Menali Poesias 318

Olhos na tela.

Um coração moribundo ocupa o assento no ônibus.

Dedos tocam telas.

Na parada, uma subida.

Aquele menino franzino

De porte de sua tela

Ouvia música sem fones de ouvido

Um solo de violino!

E a viagem segue seu itinerário.

Na rodovia, engarrafamento

Olhos de todos atentos pra fora

Pedaços de metal

Fumaça e fogo

Uma trilha de sangue pelo asfalto

Sacos pretos

Vidas despedaçadas

Acaba o trânsito

E os olhos retornam atentos às telas.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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