Carne

27 de Dezembro de 2013 ROOSEVELT Poesias 353

A carne exige sem censura.
É uma faminta criatura.
Que a nada poupa, exceto, o tormento.
Um desprazer sem propósito de uma alma sadia.

A carne é brasa; uma fogueira que arde;
Uma barriga vazia.
É mulher sem candura; é o nosso algoz no final da aventura.

A carne é roupa - disse o clérigo.
A carne será cadáver no anoitecer de todos! Disse a amiga razão.
Ela é fogo que só sucumbe quando a morte o apaga no final de mais um São João.

Sem ela não existo no mundo das formas.
Sem ela desisto de toda reforma.
Sem ela não bebo da água cristalina.
Sem ela não digo.
Sem carne só há silêncio.
Preciso dela mesmo com seus pecados desenhados em minha retina.

Abaixo a censura que te faz perversa!
Tu és, sim, muito mais que uma amiga!
Peço-te: Passe uma noite comigo, mesmo, com tuas intrigas!
A censura se calou.
A censura é tão cega quanto à carne que a perturba...
Viva a vida; cada gota de vida, viva!
Viva intensamente!

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