Não canso de esperar, as nuvens

trazem em seus navios, o odor pleno

Daquela saudade que correu livre

soltando as amarras de meus choros

Debaixo dos figueiras espero sempre

que venham em forma de chuvas puras

pra molhar todos os apriscos de palavras

porque meus livros viajam por nascentes

Espero como as capsulas da memoria

as estreitas listras dos semblantes pavidos

o luar desbotado do vinho azimo

Espero, até que cheguem como naves

nebulosas que formaram a minha perola

desde então rico serei em teus braços

Clavio Juvenal Jacinto