Ouço os bramidos das ondas, elas ressoam

como as lapides quebradas de um campo santo

livres das sombras das florestas fechadas

que querem invadir os vales dos osso secos


Levanta-se as ondas entre espinhos

que perfuram as paginas das ondas furiosas

os povos já gritam a dor de um parto

batem no peito da incerteza, seus clamores


como fogem os profetas envelhecidos

escondem-se nas rugas desse velho mundo

buscando um repouso e proteção


É que os rumores crepitam naos vales

onde os indecisos escrevem o medo

uns poucos, se abraçam na ancora da vida...


Clavio J. Jacinto