Natureza doidivanas

01 de Março de 2014 Miguel de Souza Poesias 344

Uma nesga de céu plúmbeo,

roçou a fímbria do mar;

E o vento varreu tímido,

Tangendo as águas de lá!

Uma nuvem tocou leve,

na ponta de uma estrela;

e como era cor de neve,

não houve chuva para vê-la!

Um raio de sol solerte,

perdeu-se dos outros seis;

com a lua teve um flerte,

e, assim, o amor se fez!

Um olho d'água carente,

piscou para a face da lua;

e a viu, num quarto crescente,

linda! E ela estava nua!

                           Miguel de Souza


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